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VÍDEO: Técnica de enfermagem quebra braço de menina autista acamada; Polícia Civil investiga

Câmera de segurança foi instalada no quarto da criança e registrou momento da agressão

Uma técnica de enfermagem é suspeita de agredir uma menina de 10 anos que é cuidada em casa por ser acamada, devido a uma doença rara, em Taguatinga Sul, no Distrito Federal. A mãe da criança suspeitava das agressões e instalou uma câmera no quarto da filha, quando flagrou o momento em que a mulher quebrou o braço da menina. A Polícia Civil investiga o caso.

A criança não teve a identidade revelada. Ela nasceu com a síndrome de Moebius, um distúrbio neurológico que afeta os nervos que controlam os músculos da face e dos olhos. A condição leva à deficiência motora do rosto, e por isso, ela não consegue fazer expressões faciais.

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal informou ao Terra, a menina foi vítima de lesão corporal causada pela cuidadora, de 25 anos. A mãe da criança acredita que a filha venha sofrendo agressões há 4 ou 5 meses, porém, apenas no último sábado, 22, viu que a menina estava com o braço quebrado e outros hematomas, comprovando as agressões. O caso é investigado pela 12ª DP.

Em entrevista ao portal Metrópoles, a mãe, cuja identidade foi preservada, relatou que a filha também tem autismo severo, e por isso não fala, não anda e não come, sendo totalmente dependente de cuidados de outras pessoas.  

Desde que nasceu, a garota é assistida por atendimento domiciliar, mas a mãe passou a suspeitar de possíveis maus-tratos cometidos por uma das cuidadoras há cerca de um mês. As suspeitas começaram depois que uma médica que costuma atender a menina alertou sobre o comportamento dela ter mudado.

A técnica de enfermagem estava trabalhando há seis meses na casa da família. Por medo de que algo pudesse estar acontecendo com a filha, a mãe instalou câmeras de segurança em toda a casa, inclusive no quarto da menina.

“Minha filha não verbaliza e, também, não chora. Então ela não conseguia demonstrar que estava sendo agredida ou machucada. Por conta do autismo, ela se automutila e se debate, não sabíamos se os hematomas eram decorrentes desses episódios ou se seriam de agressões vindas da cuidadora”, explicou a mulher na entrevista ao portal.

O flagrante aconteceu na última sexta-feira, 21. A mãe percebeu que as agressões aconteciam enquanto a filha dormia. Em um vídeo divulgado pelo Metrópoles, a técnica de enfermagem aparece puxando a criança pelo pescoço, e dando um murro nos joelhos dela. Depois, cobre o rosto da menina com um pano e, por fim, torce um dos braços dela, provocando uma fratura.

Em uma outra gravação, a mulher dá um tapa no rosto da criança. Em outro momento, puxa a orelha dela, e enche a boca dela de gases, até que ela não consiga fechar os lábios. “Ela fez isso para que minha filha não babasse, e não precisasse ficar limpando”, comentou a mãe.

Na madrugada de sábado, 22, a mãe percebeu que o braço da filha estava inchado e vermelho, e acionou uma ambulância para levá-la ao hospital. Na unidade, a equipe médica constatou a fratura, e outras fraturas em diversas articulações do corpo, que já estavam se recuperando, indicando agressões anteriores.

A família foi surpreendida com um pedido de demissão da técnica de enfermagem assim que o plantão dela foi finalizado. Ela pediu demissão da empresa para a qual prestava o serviço de home care e encerrou a própria linha telefônica, ficando incomunicável. O paradeiro dela é desconhecido pelos familiares da criança.

“Estou chorando há dois dias. É uma dor muito grande saber que minha filha passou por isso. Sensação de que não posso dormir, porque preciso protegê-la”, lamentou a mãe.

A menina ficou internada no hospital durante o fim de semana, mas recebeu alta e deve continuar o tratamento em casa.

O caso foi registrado como lesão corporal na 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro). A Polícia Civil do DF apura os fatos.

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